5 LIVROS QUE ME AJUDARAM A ENTENDER MELHOR O FEMINISMO

Olááá! Quarta-feira é o dia que falo sobre feminismo por aqui e esses dias uma leitora me enviou um recado pedindo algumas dicas de livros sobre o assunto. Fiquei feliz demais em poder ajudar de alguma forma e de quebra surgiu a ideia para o post de hoje! Como não amar esse tipo de coisa? Então, vamos ao assunto… O feminismo não é um movimento que surgiu no século XXI como alguns imaginam, ele existe há uns 200 anos, mas foi recentemente que o assunto ganhou mais visibilidade através da internet e tem atingido cada vez mais meninas – ainda bem né?  <3  -.

 – Está embarcando nessa jornada agora e quer saber um pouco mais sobre feminismo? Só clicar aqui e ler os posts que fiz dando um pincelada histórica no movimento – 

A internet é uma grande fonte de informação sobre o assunto, comecei a entender o movimento através dos blogs e quem dera se eu tivesse conhecido o feminismo beeem antes. Os blogs, artigos e sites são uma mão na roda, mas chega uma hora que queremos expandir um pouquinho mais o conhecimento e para isso nada melhor do que os queridos livros. Compartilho então alguns livros que me ajudaram a entender melhor o feminismo e desmitificaram o movimento, moldando a feminista que sou hoje. Lembrando que o meu estudo em torno do feminismo é uma coisa de leiga, meu lema por aqui é: feminismo de amiga para amiga. Porque todo mundo precisa entender esse movimento!  Bora então para os livros que me ajudaram:

1- COMO SER MULHER – CAITILIN MORAN

Foi o primeiro livro sobre o assunto que li e que fez com que eu batesse no peito e falasse sem receio: SOU FEMINISTA. O livro fala sobre a jornada de Caitilin se descobrindo mulher e feminista, então ela narra as histórias da vida dela e sua visão sobre o movimento, com bastante sarcasmo  e sacadas maravilhosas! A leitura é leve e divertida, talvez tenha sido esse o motivo de ter mexido tanto comigo na época. Pode ser que se eu reler o livro agora, 4 anos depois, entendendo muito mais de feminismo e com as minhas próprias opiniões sobre o assunto, encontre algumas discordâncias – vou reler e ver como vai ser -. Porém o livro foi uma porta de entrada para mim e é um xodó!

2- O QUE É FEMINISMO –  BRANCA MOREIRA ALVES; JACQUELINE PITANGUY

Me ajudou DEMAIS com o TCC, foi por ele que comecei minha pesquisa e me aprofundei ainda mais no feminismo. É um livro pequeno, 77 páginas e dá uma boa visão do que é o feminismo e do papel da mulher ao longo dos séculos na sociedade. Abre bastante os olhos e em vários momentos fiquei me perguntando: “Por que não aprendi sobre isso na aula de história?”. Leitura rápida e uma boa pedida para começar a se aprofundar no movimento.

3- VOTO FEMININO E FEMINISMO – DIVA NOLF NAZARIO

Se você quiser entender um pouco mais de como foi a luta pelo direito ao voto da mulher Brasileira, essa é uma boa leitura. Acho que foi um dos livros que li, que mais mexeu comigo no quesito de querer voltar  no tempo e dar um sacode nos homens machistas. O livro é um pouco cansativo às vezes por causa da linguagem utilizada, são transcrições de artigos, cartas de leitores à jornais, cartas da própria Diva Nolf (feminista) em meados do século 1920. Mas vale a pena ler viu? Para entender um pouco a mentalidade patriarcal da época e os ABSURDOS que usavam como justificativa para nos impedir de votar. O meu exemplar é um reedição de 2009, com um “bônus” no começo e no final falando um pouco da situação da emancipação da mulher brasileira.

4- A MÍSTICA FEMININA – BETTY FRIEDAN

É um livro um tanto quanto acadêmico, mas é MARAVILHOSO. Aborda a maneira de vida da mulher americana em meados da década de 1950 e mostra o poder de manipulação da sociedade que fazia com que as mulheres acreditassem que o único modo de realização era cuidar da casa e dos filhos.  Betty Friedan faz uma análise da vida dessas mulheres e questiona: se elas eram tão realizadas, porque muitas se queixavam de um certo vazio na vida? No decorrer do livro ela aborda inúmeras outras coisas interessantes, uma delas é o tabu criado em torno da mulher feminista. A maneira como o assunto é tratado desperta muitos insights sobre como a sociedade enxerga a mulher e mesmo se tratando de um estilo de vida americano, conseguimos visualizar o que ela diz aqui no Brasil também.

5- O SEGUNDO SEXO, SIMONE DE BEAUVOIR

Não podia faltar né? Um dos livros mais importantes do movimento feminista. Confesso que ainda não terminei de ler, leio em conta gotas por ser uma leitura densa e porque quero absorver ao máximo tudo que está escrito ali. Mas as partes que li já me fizeram refletir demais acerca do que é ser mulher e de como a sociedade aborda o feminino. É um livro essencial para se aprofundar mais na questão do ser mulher em uma sociedade machista e arrancar esteriótipos do que nos fizeram acreditar que é ser mulher.

 Esses são os livros que abriram a minha mente para o movimento. Estou sempre buscando informação acerca do assunto e tenho uma listinha bem grande de livros feministas pra ler. Conforme for lendo, venho aqui falar de mais alguns! Afinal, informação nunca é demais né?😉

Quem tiver alguns para sugerir, pode me enviar nos comentários. Bora trocar figurinhas!❤

LARANJINHA

Não sei quando o Inverno vai começar de vez, mas ó, to amando esses dias ensolarados viu? Um solzinho me deixa muito mais animada para abusar das cores nos looks, então, enquanto houver sol teremos produções mais coloridas por aqui! O look de hoje é básico mas tem todo um charme sessentinha, a lá Twiggy…

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Sabe quando você vai sair e precisa pensar rápido no que vestir? Esse look surgiu assim, queria me arrumar rapidinho para dar um pulinho na rua e precisava de algo descomplicado. Ganhei esse vestido da minha sogra fashionista –❤ – há um tempo e nunca tinha usado, olhei o dito cujo no armário e pensei: é hoje! hahaha

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reflexo do sol iluminando a minha foto❤

Como disse no início do post ele tem um vibe anos 60 bem gostosinha – retrô i love you – , a cor vibrante reforça a ideia e os frufus e lacinho da gola são a cereja do bolo. Já virou peça curinga para mim, é só vestir, colocar um sapato e voilá. A cor dele também me ganhou, de um tempo para cá tenho gostado bastante de laranja e usando o vestido passei a amar, já quero outras peças no tom para arriscar algumas produções.

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Na hora de decidir qual sapato usar, sabia que queria algo confortável e lembrei desse mocassim que estava guardado para desapego. Resgatei essa lindeza e os tons dele casaram super bem – já quero fazer um look com marrom, rosa e laranja -. Ele é SUPER confortável e ainda tem os detalhes de lacinho + caveirinha, amo e dá um leve quebrada na fofura toda. Não tô conseguindo acreditar que iria me desfazer dele. Salvo pelo vestido laranja!

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Para finalizar, óculos redondinho e um brinquinho de pérola!

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AMANDO essas cores

Vou usar MUITO esse look no verão, dá para usar com vários sapatos e rola algumas sobreposições também! E ai, gostaram do look?

Beijocas e até o próximo post🙂❤

CONTINUAÇÃO: PAGU, A MUSA ANTROPOFÁGICA

Semana passada dei início à tag mulheres empoderadas e hoje continuo falando um pouco mais da história da eterna musa antropofágica…

Pagu retorna para o Brasil após ser deportada e em 1949, ainda abalada psicologicamente por suas prisões, tenta pela primeira vez o suicídio. Recuperada, em 1950 candidata-se em São Paulo pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) – sem sucesso nas eleições –, pública o panfleto “Verdade e Liberdade”, no qual critica o PC. Frequenta a Escola de Arte Dramática, contribui para o jornal A Tribuna, começando uma das primeiras 20 colunas de tevê no país e dirige peças de teatro como Fando e Lis e a A Filha de Rappaccini (FERRAZ, 2005).  Em 1962 viaja a Paris para uma intervenção médica, já muito doente com câncer no pulmão. Sem êxito na operação, como relata Ferraz (2005), ela tenta mais uma vez o suicídio. Retorna ao Brasil, vindo a falecer no dia 12 de dezembro, em Santos.

Pagu teve uma vida repleta de entregas, conturbações, paixão e polêmica. Mas, “a polêmica não morreu com o seu corpo em 1962” (GALVÃO, 2005, p. 11), perdura até os dias de hoje e a cada nova descoberta sobre sua persona, enxergamos a pluralidade dessa mulher, “mulher de ferro, com zonas erógenas e aparelho digestivo”, como ela mesmo se autodenominava. Zazá, para a família, Pagu para o modernismo. Pat, Pt, Patsy, Mara Lobo,
Leonie Solange Sohl, Ariel, Gim e King Shelter (FERRAZ apud FURLANI, 2004), vários pseudônimos e múltiplas facetas: “romancista, poeta, cronista, correspondente internacional, musa antropofágica, feminista, agitadora, revolucionária” (BRANCO, 1982, 13”20’).

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Para David Jackson, em um testemunho obtido por Campos (2014, p. 342), “ela foi uma das poucas escritoras de sua geração, cuja vida e trabalhos acompanharam o desabrochar do pensamento modernista”. Seu livro Parque Industrial, publicado em 1931 e intitulado como “romance proletário”, foi o primeiro a abordar como tema a industrialização de São Paulo, mostrando o papel da mulher neste contexto, além disso, redigiu a seção Mulher do Povo no jornal panfletário Homem do Povo que teve com Oswald de Andrade. Em sua viagem pelo mundo de passagem pela China se torna uma das responsáveis pela introdução da soja no Brasil.

A jovem revolucionária teve participação em diversos jornais ao longo da sua vida, contribuindo com crônicas e colunas cheias de opiniões polêmicas. Falou sobre política, comportamento, literatura e teatro. Mesmo com poucos anos de vida, ao todo 52, “Pagu se multiplicou em balés, espetáculos teatrais. Emprestou o nome a centros culturais, livrarias, até butiques” (FERRAZ, 2005, p.11), deu nome a música de Rita Lee e Zélia Duncan, conceituando-a “como um símbolo da feminilidade consciente e insubmissa a estereótipos e preconceitos” (FERRAZ ,2005, p.12). Foi revolucionária, viveu por um ideal, sofreu por ele.

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Como Pagu (2005, p.17) mesmo dizia, ela era uma moleca impossível… Se sentia à margem das outras vidas e esperava pacientemente pela oportunidade de evasão. “Militante, intelectual, feminista, filha, mãe, mulher, amante, amiga, inimiga, política, romântica, doce pimenta, gim tônica com limão, flor e espinho. Irreverente, desbocada, lírica e expressiva” (FERRAZ apud FURLANI, 2004, p.6). Foi uma “mulher inteligente, independente, audaciosa, insubordinada, num Brasil ainda pouco modernista para tão imensa oferta” (FERRAZ, 2005, p. 23). Teve sua oportunidade de evasão e tornou-se “o mito Pagu”.

Um post é pouco para refletir toda a essência de Pagu, uma moleca sem papas na língua, uma mulher que se atreveu a se envolver com política, que nunca deixou de dar suas opiniões polêmicas sobre os mais diversos assuntos. Ao meu ver, Pagu define muito bem o que é ser uma mulher empoderada. Uma mulher que luta pelos seus ideias, pela sua liberdade e não fica calada diante dos fatos, doa a quem doer. “Sou rainha do meu tanque, sou Pagu indignada no palanque…”

Para quem se interessou por Pagu, segue alguns livros e um documentário sobre a musa antropofágica:

CAMPOS, Augusto de. Pagu Vida- Obra. São Paulo: Schwarcz, 2014.

Eh Pagu, eh!. Diretor: Ivo Branco. Produção: Rebeca Mc Mello. Local: São Paulo.
Documentário, 1982.

FURLANI, Lúcia Maria Teixeira. Croquis de Pagu: e outros momentos felizes que foram devorados reunidos. Santos: UNISANTA; São Paulo: Estação Cortez, 2004.

GALVÃO, Patrícia; FERRAZ, Geraldo Galvão (Org.). Paixão Pagu: uma autobiografia precoce de Patrícia Galvão. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

GALVÃO, Patrícia; FERRAZ, Geraldo Galvão (Org.). Paixão Pagu: uma autobiografia precoce de Patrícia Galvão. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

VERMELHO, BRANCO E ESTAMPA DE ONCINHA

Ontem foi meu aniversário – êêêê! – e teve look especial. Vem ver:

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Tenho uma mania de imaginar looks bem antes das ocasiões e já sabia que usaria esse vestido lindo no meu aniversário, mas não sabia como seria o restante da produção. Queria MUITO um tênis branco, estilo anos 90, tênis de uniforme sabe? – hahaha- para combinar. Acabou que minha mami me deu esse xodó –❤ – de aniversário e tcharã! Branco + vermelho = combinação certeira. E não é que o vestido meio retrô com o tênis mais casual deu certo?

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Combinei com o meu colar de boquinhas e logo quis algo para dar um tchã a mais: cardigan de oncinha. Um look alegre para comemorar um dia alegre e poder fazer uma mistura bem bacana de cores e estampas!SAMSUNG CAMERA PICTURES

Quando  falo que as roupas refletem o nosso humor, é SUPER sério. Fazia um tempinho que eu não conseguia montar um look bem alegre e colorido do jeitinho que gosto, mas a vibe do meu aniversário – e o tempo – me animou e inspirou. Espero que continue, assim como meu humor, meu estilo também é de lua. hahah🙂❤

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Amei cada detalhe desse look, é divertido e tem um toque retrô delícia. Também amei meu dia ontem! AMO aniversário e é tão bom se sentir querida pelas pessoas ao redor né? Recebi muito carinho e isso faz um bem danado para alma!🙂

E vocês, o que acharam do look?

Vestido: 20 reais no Bazar Vintage❤ | Tênis: Olympikus 274 jogging | Cardigan: Audiovisual | Colar: Bershka

Beijocas❤

PAGU, A MUSA ANTROPOFÁGICA

Faz tempo que eu quero fazer uma tag sobre mulheres empoderadas e chegou o dia! Nessa tag vou apresentar e conhecer mulheres que fizeram parte da história e que às vezes nem conhecemos. Mulheres fortes, donas de si, que lutaram e foram atrás dos seus sonhos… A tag vai ser num esquema quinzenal para que eu possa estudar um pouco mais sobre a vida delas e trazer para cá. O que acham da ideia? Para “inaugurar” a tag, começo com uma mulher que ganhou meu coração há um tempo: Pagu!

Acredito que muitos a conheçam pela música Pagu da Rita Lee, foi o meu primeiro contato com o tal nome, mas me apaixonei mesmo por Pagu em uma aula de Moda e Cultura Brasileira na faculdade. Sua polêmica me chamou a atenção e dai surgiu a vontade de conhecer ainda mais sobre essa mulher revolucionária e sem papas na língua. Acabou que ela se tornou um dos temas do meu TCC. E olha, quanta história tem em torno dessa mulher, quanta luta e quanta revolução. Claro que toda sua história não cabe em um post, mas vou tentar resumir e trazer um pouco de sua essência. Vem cá saber um pouco mais sobre a curta, mais intensa história de Patrícia Rehder Galvão.

pagu em 1927

Pagu nasceu em 14 de junho de 1910, em São João da Boa Vista, São Paulo. Mas foi mais tarde, na capital, que sua personalidade floresceu, dando lugar a mulher plural e intensa que foi Pagu. Sua vida foi repleta de conturbações, emoções e vontades. Polêmica desde nova e movida por uma dessas vontades repentinas, perdeu a virgindade aos 12 anos e para ela foi “o primeiro fato distintamente consciente de sua vida” (GALVÃO, 2005, p. 53). O pai da criança a abandonou e ela optou por não dar a luz e seguir sua vida atrás de seus sonhos. O aborto foi o primeiro de muitos fatos marcantes na vida da jovem.

Desde muito nova já tinha gosto pelas palavras e aos 15 anos começou a colaborar com o Brás Jornal. Pagu sempre foi ávida por liberdade e esperava ansiosamente para poder sair em busca do seu caminho. Com sua personalidade de vanguarda a jovem começa a frequentar em 1929, “o ambiente contestatório do movimento de antropofagia, comandado pela desinibição estética e cultural de Oswald de Andrade” (CAMPOS, 2014, p. 27). Pagu surge no movimento modernista sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, colaborando com os seus desenhos para a Revista de Antropofagia e participando de apresentações onde recitava poesias, era considerada a musa do movimento antropofágico.

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Quando ainda era normalista, Pagu “levada da breca, como se dizia então” (CAMPOS, 2014, p. 311) já causava alvoroço. Fugas, pulando janelas e muros da escola; blusas transparentes com decotes audaciosos; cigarros fumados em plena rua, maquiagem forte. Um verdadeiro escândalo para a São Paulo provinciana da época. Causava também o gracejo dos rapazes da faculdade de Direito do Largo São Francisco, que a viam passar a caminho de casa e sempre mexiam com ela. Ela não deixava barato, sempre respondendo à altura e com acidez, porque não tinha papas na língua – pelo visto o assédio já incomodava as mulheres a muito tempo -. Pagu era chocante, muito extravagante e sempre à frente do seu tempo. As moças da época – 1929 – usavam cabelos curtos e ela deixava as madeixas longas. As moças usavam saia abaixo do joelho, ela usava uma muito mais curta, quase uma minissaia – muito antes da minissaia ser inventada -.

pagu

Ainda em 1929, procurando um jeito de sair de casa sem complicações, Pagu se casa pela primeira vez com o pintor Waldemar Belisário. Tudo se deu com a ajuda de Oswald e Tarsila, até então casados e amigos da jovem. Pagu mantinha um affair com Oswald e após a cerimônia, em vez de seguir caminho com o noivo para Santos, Oswald a esperava na estrada e os dois fugiram. Imaginem o burburinho que isso causou na época? Ela decide se manter um tempo afastada e pouco tempo depois, Pagu descobre que está grávida de Oswald, mas perde o bebê. Mais tarde ela engravida novamente e os dois se casam. Pagu tentava ser uma noiva “moderna e liberal” e a relação deles era bastante conturbada, como ela mesmo relata:  “O meu sofrimento mantinha a parte principal da nossa aliança. Oswald não era essencialmente sexual, mas, perseguido pelo esnobismo casanovista, necessitava encher quantitativamente o cadastro de conquistas” (GALVÃO, 2005, p. 64)

Em meio à Revolução de 1930 deu à luz Rudá. Após o nascimento do filho e procurando por um ideal político, Pagu passa a se interessar cada vez mais pelo comunismo e entra de vez para o Partido Comunista Brasileiro (PCB), se entregando à luta de corpo e alma e até abdicando de sua vida pessoal. Devido à esta participação efetiva, participando de comícios e sendo agitadora de muitos, Pagu foi a primeira mulher presa por motivos políticos no Brasil. Após sua libertação, o PCB a fez assinar um documento negando o envolvimento do
Partido e a reconhecendo com uma “agitadora individual, sensacionalista e inexperiente” (CAMPOS, 2014, p. 211). Essa foi a primeira prisão de muitas ao longo de sua vida, ao todo foram vinte e três.

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Mesmo com a perseguição, continuou ativa, se dedicando e atendendo às imposições do partido como: se afastar da família, das relações burguesas e abrir mão de suas atividades intelectuais. Pagu então se une ao proletariado para entender um pouco mais pelo o que lutava, conhecendo de perto a causa, presenciou o abuso dos patrões para com as proletárias, que mais tarde serviria de base para a criação de seu livro Parque Industrial. A perseguição política aumentou e como forma de se afastar um pouco, Pagu fez uma viagem ao mundo a pedido do partido.  Nessa viagem ela  vê seu ideal ruir ao chegar na Rússia e se deparar com crianças passando fome no berço do comunismo. Logo após, retorna ao Brasil, sendo deportada como militante estrangeira comunista em Paris, usando o pseudônimo Leonie.

O que acontece quando ela volta para cá? Eu conto no próximo post. Fica ligado para saber um pouco mais sobre essa mulher revolucionária.

Beijocas!🙂

Referências:

CAMPOS, Augusto. Pagu Vida-Obra. São Paulo. Schwarcz, 2014.

GALVÃO, Patrícia; FERRAZ, Geraldo Galvão (Org.). Paixão Pagu: uma autobiografia precoce de Patrícia Galvão. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

UM TOQUE DE EDIE SEDGWICK

É engraçado como as coisas ao nosso redor influenciam na nossa maneira de vestir, sempre soube dessa influência, mas sábado pude prestar mais atenção nisso. Há alguns dias assisti ao filme Factory Girl, que conta um pouco sobre a vida de Edie Sedgwick –❤ – “it girl” da década de 1960 e musa do artista Andy Warhol.

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Cena do filme, vale a pena assistir!😉

O figurino é maravilhoso e o estilo de Edie saltou meus olhos, uma mistura maravilhosa de texturas, muito casaco de pelo, acessórios e sua meia-calça preta inseparável. Mas por que estou falando disso? Porque ao montar um look para ir prestigiar o desfile Sonhos e Devaneios da minha antiga faculdade, percebi que havia absorvido um pouco do estilo que vi no filme.

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Tinha MUUUUITO tempo que eu não usava meia-calça e o filme me deu uma vontade louca de resgatá-la nos meus looks. Logo, decidi brincar com as texturas e misturar veludo molhado com pelo.  Para dar um contraste, queria algo mais clássico e decidi colocar uma camisa social e dar um toque a mais com uma fita amarrada na gola. Para finalizar a produção, botinha da melissa + meia branca e cabelo para trás com gel. Não fiz a Edie totalmente e optei por um brinco menor, mas fica ai uma boa inspiração para looks futuros: misturar brincão com casaco de pelo.

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Gostei MUITO dessa produção, uma mistura do moderninho com o clássico sem ficar over ou datado. Não me inspirei TOTALMENTE no estilo de Edie, mas ele teve certa influência nas minhas escolhas. Em meio a tantos figurinos maravilhosos, os filmes são ótimos para abrir nossa cabeça para produções. Pensando nisso, decidi criar uma tag onde faço looks inspirados nos filmes que vi e que alguma personagem ganhou meu coração. O que acham da ideia?

Casaco: Plataforma Vogue | Camisa: Renner | Short: Oh Boy | Bota: Melissa

Beijocas e até o próximo post!🙂

PLAYLIST DE JULHO

Julho – mês do meu aniversário❤ – chegou e com ele uma playlist com as músicas que têm feito a minha cabeça ultimamente. Sabe aquelas que não saem do repeat? Então! Vem ver as minhas queridinhas do momento, só dar o play:

Quer coisa melhor do que música para dar boas-vindas a mais um mês?

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Beijocas!🙂