AMOR PRÓPRIO, AUTOACEITAÇÃO E FEMINISMO

Oi poderosxs, bora para o nosso papo feminista de quarta? Pensando no que escrever hoje me deparei com a importância que o AMOR PRÓPRIO tem no feminismo, pelo menos para mim. Não podemos negar que a nossa sociedade ainda trata a mulher como inferior ou você nunca ouviu alguém falando: “mulher no volante, perigo constante”, “mulher é fofoqueira”, “mulher não saber fazer isso”, “coisa de mulherzinha” e todo aquele blá blá blá machista. Muito desse tratamento é internalizado em nós, querendo ou não, nascemos e fomos criadas dentro dessa cultura e muitas vezes crescemos com essa visão de que somos “inferiores” de alguma forma.

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O feminismo foi muito importante para me ajudar a quebrar essa visão embaçada do que sou e do que as outras mulheres são. Quando falo de amor próprio, falo da gente reconhecer o quão maravilhosa nós somos, com nossos defeitos – não tem nenhuma Barbie aqui né – e qualidades. O quão forte nós mulheres somos e o quanto nós somos capazes de fazer TUDO aquilo que quisermos. O feminismo me ajudou a analisar essas coisas e não só me tornou uma mulher mais empoderada, como me fez querer empoderar outras mulheres.

O amor-próprio engloba inúmeras questões mas a mais importante ao meu ver é: “SE AMAR DO JEITO QUE VOCÊ É”. Nos meus estudos sobre feminismo sempre observo como a sociedade machista tenta incutir na nossa cabeça que nós não somos boas o suficiente, nosso corpo não é tão bom o suficiente, nosso comportamento não é aceitável e da-lhe mais blá blá blá machista. A sociedade criou um esteriótipo de “mulher perfeita” que não existe, mas ela nos força a querer seguir esse modelo e a busca incansável e inatingível para se tornar a “mulher perfeita aos olhos do patriarcado” nos dá de brinde uma venda que tampa nossos olhos, nos impede de descobrir nossa força e enxergar o quão incrível nós somos, cada uma a sua maneira.

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E isso é verdade, quanto tempo da nossa vida já passamos reclamando de partes dos nossos corpos ou tentando mudar nossa maneira de agir para sermos aceitas? Já pensou que o tempo que passamos reclamando que a barriga tá grande, o peito pequeno, muita estria aqui, celulite ali, poderia ser revertido para restaurar nosso amor-próprio? Já pensou que o tempo que você finge ser uma mulher que não é na mesa do almoço de domingo, poderia ser revertido em leveza simplesmente sendo quem de fato você é?

Estou lendo um livro MARAVILHOSO, se chama MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS, da analista junguiana Clarissa Pinkola Estés. É um livro que usa contos e histórias para resgatar nosso instinto de mulher selvagem e tem vários insights maravilhosos sobre como a sociedade tenta nos domesticar- não vou me esticar muito sobre ele aqui, mas quando acabar a leitura faço resenha, porque ó, é lindo demais -. Em um capítulo do livro, Clarissa fala sobre o corpo da mulher e acho que algumas partes se encaixam perfeitamente nesse post aqui, pois ao meu ver um dos grandes problemas em aceitar quem nós somos vem da aparência do nosso corpo. Às vezes queremos seguir o tal esteriótipo criado pela sociedade e nos esquecemos das coisas lindas que nosso corpo pode nos oferecer. Vem cá refletir com algumas frases do livro:

“Quando as mulheres são relegadas a disposições de ânimo, a maneirismos e a contornos que se amoldam a um único ideal de beleza e comportamento, elas se tornam cativas tanto no corpo quanto na alma, não gozando mais de liberdade”.

  • Bem profundo né? Mas é verdade, quando ficamos preocupadas em nos encaixar a todo custo aos esteriótipos perdemos nossa essência e a liberdade de ser quem somos.

“Defender apenas um tipo de beleza é de certo modo não observar a natureza. Não se pode haver apenas um tipo de ave canora, apenas uma variedade de pinheiro, apenas uma qualidade de lobo. Não pode haver apenas um tipo de bebê de homem ou de mulher. Não pode haver apenas um formato de seio, de cintura, um tipo de pele”.

  • Preciso nem falar nada dessa frase né? Viva a pluralidade!

“Difamar ou julgar o físico de uma mulher é criar gerações e mais gerações de mulheres ansiosas e neuróticas […] No fundo, a agressão ao corpo da mulher é uma agressão de longo alcance que atinge tanto os que vieram antes dela quanto os que chegarão depois”.

  • Difamar o nosso corpo não causa danos só a nós. Quando recebemos críticas aos nossos corpos, essas críticas também são feitas às nossas ancestrais e às mulheres que virão depois de nós. Assim como atinge os homens também, eles passam a acreditar que uma mulher nunca estar satisfeita com o corpo é algo “normal”.

“O que acontece é que críticas ásperas a respeito da aceitabilidade do corpo criam uma nação de garotas altas corcundas, de baixinhas sobre pernas de pau, de mulheres avantajadas vestidas como se estivessem de luto, de outras muito magras que tentam se inflar como serpentes e vários outros tipos de mulheres que se escondem”.

  • A pressão do corpo/comportamento perfeito faz com a gente se esconda do nosso verdadeiro eu, da nossa essência.

Em uma parte do capítulo, Clarissa fala de um velho preceito psicológico que diz que as mulheres têm fome de alguma coisa e que têm sempre uma magra gritando para sair de dentro de nós. E ela diz o seguinte sobre o tal preceito:

“Em vez de famintas por terem um certo tamanho, formato ou altura; em vez de famintas por se adequar ao esteriótipo, as mulheres têm fome de consideração básica por parte da cultura que as cerca. A mulher faminta ali dentro anseia por ser tratada com respeito, por ser aceita, e no mínimo anseia por ser vista sem preconceitos. Se realmente existe uma mulher “gritando para sair”, ela está pedindo aos gritos que terminem as projeções desrespeitosas que os outros lançam sobre seu corpo, seu rosto, sua idade”.

É aquele ditado, tirem seus padrões dos nossos corpos! Finalizo o post com mais uma citação linda demais:

“Uma mulher não pode tornar a cultura mais consciente apenas com a ordem de que se transforme. Ela pode, no entanto, mudar sua própria atitude para consigo mesma, fazendo com que projeções desvalorizadas simplesmente ricocheteiem. Isso ela consegue ao resgatar seu corpo. Ao não renunciar a alegria do seu corpo natural, ao não ‘comparar’ a ilusão popular de que a felicidade só é concedida àqueles de uma certa configuração ou idade, ao não esperar nem se abster de nada e ao reassumir sua vida verdadeira em plenos pulmões, ela consegue interromper o processo. Essa dinâmica do amor-próprio e da aceitação de si mesma são o que dá início a mudança de atitudes na cultura”.

Mulheres empoderadas mudam o mundo. Vamos nos empoderar ainda mais?❤

Esse post foi escrito ao som de uma playlist GIRL POWER!

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TESTE RÁPIDO: VOCÊ É FEMINISTA?

Sempre escuto por aí muitas meninas afirmando que não são feministas. Então decidi fazer um teste rápido e básico para você descobrir se é feminista e simpatiza com as questões do movimento. Vem tirar a prova:

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O feminismo não é um bicho de sete cabeças, ele luta pelos direitos das mulheres. Tem uma amiga que vive falando “ah, mas eu não sou feminista”? Pede pra ela fazer esse “teste”. Quanto mais mulheres entendendo realmente o movimento e levantando a bandeira, melhor!

E se você concorda com tudo que o movimento prega e mesmo assim ainda insiste em dizer “não sou feminista”, vem bater um papo sobre isso nesses posts aqui: O TABU EM VOLTA DA MULHER FEMINISTA e  QUEM TEM MEDO DO FEMINISMO?

Bora pensar com mais carinho no movimento?

Beijocas beeem feministas!❤

LOOK DO DIA, IDENTIDADE E AFINS…

No post de hoje teria que ter um look meu, mas decidi mudar o foco e falar sobre look do dia, identidade e afins… Rolando meu feed de notícias do facebook me deparei com uma matéria curtinha da ELLE, na qual Iris Apfel – musa❤ – fala sobre a falta de personalidade na maneira de se vestir da maioria dos “influentes” da moda na nova geração e ela solta a seguinte frase:

“Individualidade é muito importante e eu acredito que isso está se perdendo cada vez mais.”

E não é que é verdade? Cada vez mais encontramos estilos uniformizados, parece que o foco não é encontrar o seu estilo, a sua individualidade e sim usar o que blogueira tal está usando, sem nem mesmo parar para refletir se isso faz parte da sua essência. Assim como Iris Apfel, tenho constantemente a impressão de que tudo está ficando sem personalidade, apenas um ctrlC,ctrlV do pinterest ou do que uma digital influencer badalada está usando. Nada contra ter pessoas nas quais se inspirar, mas precisamos aprender a colocar a nossa essência nas coisas que vestimos, moldar nossa identidade, experimentar coisas novas, sair da caixinha. Pode não ser uma tarefa fácil encontrar seu próprio estilo , mas ao menos você se diverte no caminho…

Refletindo sobre individualidade na maneira de vestir, andei pensando como ando tendo preguiça em montar meus looks. Já até falei por aqui que andava numa espécie de crise existencial de estilo. Parei para refletir sobre isso hoje, questionar de onde vem essa falta de vontade e descobri! Descobri que ando saturada com a quantidade de informação, a quantidade de imagens replicadas, a quantidade de estilos, textos e atitudes padronizadas. No meio de TANTA informação, fui deixando um pouquinho de lado a minha essência e isso refletiu no meu estilo. A saturação de informação fez com que eu fosse tendo preguiça de informar minha essência através das roupas que visto…

Confesso que às vezes tenho uma certa preguiça de posts com “look do dia” e até relutei para tê-los por aqui. Por ver TANTO post de look do dia com um ar de montação fake, torcia o nariz para esse tipo de conteúdo. E no meio das reflexões do dia, me perguntei: “Por que postar fotos do que visto?”. E cheguei à seguinte conclusão, posto os tais looks por aqui não para simplesmente mostrar o que uso. Mas para ter uma espécie de diário do meu estilo, poder observar as mudanças que vez ou outra aparecem, o que influencia no que quero vestir e o mais importante: poder mostrar que não precisamos gastar muito, seguir todas as tendências ou copiar o estilo de alguém para “estar na moda”. Já falei várias vezes do meu olhar sobre a moda e na minha percepção ela é uma chave para mostramos ao mundo quem somos, nossas peculiaridades, nossa essência. Quem é você? O que você gosta? O quanto de você existe naquilo que veste?

Hoje não teve look do dia, mas eu precisava falar disso por aqui, mostrar o pensamento por trás das roupas e como isso influencia demais no que vestimos. Para resolver o meu problema quanto a preguiça de looks, decidi filtrar ainda mais as informações que consumo, aquilo que me inspira. E isso já me deu um gás danado para renascer a vontade de produzir looks que fazem meu coração fashionista bater mais forte. Vale a pena fazer um balanço de estilo de vez em quando, redescobrir o que funciona para você, o que realmente faz você feliz no quesito estilo… Reflexões feitas, me sinto mais leve e com mais vontade de mostrar por aqui minhas aventuras com a moda.

E você, tem deixado sua essência se perder? Tira um tempinho e agarra ela de volta. A essência é uma coisa muito preciosa para deixarmos jogada ao léu.

“A última coisa que o mundo precisa é de mais uma pessoa sem graça e mais uma marca sem graça, então aceite todas as coisas que te a tornam diferente. Altere as suas roupas o quanto quiser, mas não ouse alterar a pessoa esquista que existe dentro de você”. Sophia Amorusso, livro #GIRLBOSS.

APLICATIVOS QUE USO PARA ME EXERCITAR

E ai poderosxs, tudo bem? O blog passou por algumas reformulações, tem uma série de assuntos/reflexões/pitacos que quero falar por aqui. Então, a partir de hoje, além dos looks, pensamentos e feminismo, vou passar a trazer um pouco mais do meu mundo para cá e para inaugurar essa nova fase, hoje falo dos aplicativos que uso para me exercitar.

Já fui MUITO sedentária e sempre que visitava meu cardiologista ouvia: “Tá tudo ok com o seu coração. Mas você tem que fazer algum exercício”. Demorei um pouco para seguir a recomendação, na escola sempre tive um certo pavorzinho da aula de educação física, achava um saco e de certa forma deixei com que isso influenciasse na minha vida, me tornando uma sedentária de carteirinha. Mas, como tudo na vida muda, certo dia decidi tomar vergonha na cara e começar a me exercitar. Me matriculei em uma academia, comecei super animada fazendo musculação e depois de um tempo, larguei. Depois entrei em outra que tinha mais possibilidades de aulas além da musculação – que nunca se encaixavam no meu horário -, fiquei um tempo indo super animada e larguei de novo.

No meio dessas desistências descobri que academia não é a minha praia, não tenho paciência para ter que “revezar equipamento”, manter a mesma ficha por pelo menos um mês e ter que ficar fazendo exercícios repetitivos. Fiquei um tempo fazendo caminhada uma vez ou outra – bem aleatoriamente -, até que tive um probleminha de circulação e meu médico foi bem claro: “Você tem que se exercitar!!!”. Sem grana para bancar as atividades que eu gostaria de fazer, decidi procurar por aplicativos GRATUITOS que me ajudassem nessa missão de abandonar o sedentarismo e criar uma rotina de exercícios. E não é que achei? Fui de sedentária para alguém que faz exercícios 5x por semana e o melhor: feliz da vida! Ai vai os dois aplicativos que me ajudaram nessa missão:

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Gente, esse aplicativo é MUITO bom! Tem 4 modalidades de aulas gratuitas: Abdominal, Workout, Dança e Mat Pilates + a opção de pagar um valor mensal para ter um treino exclusivo feito por um personal. Só uso as aulas gratuitas e adoro! Cada dia tem uma aula diferente e cada modalidade tem 20 minutos de treino. Para quem tem o tempo muito corrido, dá para escolher uma aula só para se exercitar rapidinho e quem tem um tempo a mais para se dedicar, pode fazer um mix das aulas aumentando o tempo de treino. O BTFIT é super fácil de mexer, da para criar seu perfil, adicionar suas medidas, anotar seu desempenho nos exercícios. Bem completo!

Tem outra coisa que adoro também: se você ficar sem treinar, ele te envia uma mensagem incentivando a voltar – nas horas de preguiça, todo incentivo é valido -. As aulas são em vídeo, com profissionais da área fazendo e ensinando como fazer os exercícios, dando os toques necessários. É bem bacana, me sinto nos anos 80 malhando através de vídeo, só falta a polaina – hahaha-. ADORO o aplicativo, me ajudou demais a sentir prazer em me exercitar. Vale a pena baixar e testar! Minha rotina de exercício fica assim: dança + mat pilates + workout + yoga – que faço com app abaixo -.

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Aplicativo amorzinho de yoga! Fazia yoga na academia e quando baixei o BTFIT senti falta de tê-la novamente na minha rotina de exercícios. Procurei, testei outros aplicativos e o DOWN DOG realmente foi o melhor. Ele é inglês mas isso não dificulta em nada o entendimento das posições e além da explicação em aúdio, tem as imagens – quase um gif – que mostram cada posição. No modo gratuito você pode escolher a sequência de exercícios entre Iniciante 1, Iniciante 2 e Intermediário. Na versão paga você recebe a sequência Avançada e tem a opção de poder escolher uma playlist diferente para sua aula. Além disso em ambas versões, da para escolher o ritmo da sequência: mais lento, mais rápido… a maneira que for melhor para você entender as posições e executar bem. É fácil de usar, você define o nível, o ritmo, o tempo de duração da prática, dá o play e voilá, relaxa com a yoga.

Esses dois aplicativos me ajudaram horrores, os exercícios físicos se tornaram parte da minha rotina de uma forma gostosa, divertida e o melhor: sem sair de casa e gastar dinheiro! E para quem ainda está no modo sedentário, vai por mim, escolha alguma atividade que você sinta prazer e comece a se exercitar. Não falo isso por questão estética, falo por questão de saúdo mesmo. Me sinto muito melhor, mais disposta para fazer as outras atividades do dia, até meu sono melhorou. Bora se exercitar então?

E você, gosta de academia ou também tem uma preguicinha? Se te interessar, baixa os aplicativos, testa e depois me conta o que achou!

Beijocas.🙂

POR QUE SOU FEMINISTA?

Que eu sou feminista todo mundo sabe, faço questão de deixar isso bem claro e tentar ao máximo desmitificar o tabu em torno do movimento. Agora, o que algumas pessoas ainda não sabem é: Por que sou feminista?

Quando ouvi a palavra feminismo pela primeira vez, curiosa que sou, fui buscar saber o que era essa tal palavra que tanta gente falava mal. Dei um google, encontrei blogs sobre o assunto, pesquisei, comprei livros e fui me interessando cada vez mais. A primeira vez que li sobre o movimento, não titubeei, logo passei a me considerar feminista. Brinco que sempre tive a sementinha do feminismo plantada em mim, ela só precisava florescer. E floresceu através da curiosidade em saber mais sobre o que era ser feminista. Como não querer fazer parte de um movimento que me deu a oportunidade de estudar, de escolher com quem quero casar e se quero casar, de votar e tantas outras coisas?

Ser feminista não é tarefa fácil. Tirar a venda que a sociedade colocou sob nossos olhos durante anos e anos de opressão pode ser um tanto quanto doloroso. Mas prefiro enxergar a verdade e a dureza de uma sociedade machista e tentar melhorá-la, do que viver uma vida inteira acreditando que o machismo não existe e que tudo que as feministas falam é mimimi. Confesso que até hoje não consigo entender a dificuldade que certas pessoas têm em entender o movimento, de buscar informação antes de sair falando asneira por aí. Na verdade, acho que até consigo, tem gente que tapa os olhos para a informação, tapa os olhos para os acontecimentos do mundo e prefere viver na fantasia. Já escutei TANTA coisa sem noção: “feminismo prega o ódio aos homens”, “feministas querem que as mulheres não se depilem mais”, “o feminismo não fez nada para as mulheres” e a lista de bizarrice só aumenta…

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O problema é que sociedade machista tem com o feminismo é óbvio: ela não quer que as mulheres conheçam o feminismo e tenham noção da sua força. O machismo é enraizado e só conseguimos abrir os olhos para isso quando passamos a buscar informação. Dentre inúmeras pautas, o feminismo quer a equidade entre os gêneros, quer que você mulher possa escolher o que fazer da vida – seja ser engenheira ou dona de casa -, quer que você decida se quer casar ou não, se quer ter filhos ou não, se quer dar no primeiro encontro ou não, entre inúmeras outras coisas – o básico de uma das pautas do movimento-. O mesmo vale para ser feminista. Se você pesquisou sobre o assunto, viu as conquistas que o movimento trouxe para a vida das mulheres e mesmo assim acha perda de tempo. Ok, escolha sua! Nós somos diferentes, temos escolhas diferentes, vivemos de formas diferentes. Até o próprio feminismo tem vertentes distintas. Mas você há de convir que o mínimo que uma sociedade justa pode oferecer é respeito e direitos iguais para todas as pessoas, independente do gênero, da orientação sexual, da cor da pele…

Vai por mim, o feminismo não é um bicho de sete cabeças, um monstro devorador de homens. Muita gente me pergunta porque falo tanto sobre o assunto e porque ainda insisto “nessa coisa de feminismo”. E minha resposta é bem simples: Falo sobre feminismo e tenho orgulho de me autointitular feminista, porque o feminismo lapidou a mulher que sou hoje. Me fez enxergar o que é ser mulher, me fez amar ser mulher. Melhorou minha autoconfiança, me fez enxergar as mulheres ao meu redor de outra forma, me mostrou a força que elas têm. Depois que conheci o movimento tive noção de como é difícil ser mulher nesse mundo.Você consegue enxergar como a sociedade trata diferente homens e mulheres?

É difícil ser mulher, é difícil ser feminista. Seria muito mais fácil não ter que lutar para ser reconhecida como um ser humano digno de respeito. Seria muito mais fácil não ter que me preocupar com as coisas que tenho que me preocupar simplesmente por ser mulher… Mas eu não posso ficar sentada vendo uma sociedade tratar meu sexo como frágil, ficar calada e aceitar um fardo que nem nosso é. E é por isso que eu amo ser mulher e feminista, porque descobri que de frágil nosso sexo não tem nada. Com o feminismo descobri as dores e delícias de ser mulher, reconheci uma força que eu mesma não imaginava que tinha. Se hoje eu tenho liberdade para estar aqui escrevendo esse post, para falar abertamente sobre sexo, para ser dona da minha vida, devo tudo isso ao feminismo. Não despreze a força das mulheres que vieram antes de nós, elas iniciaram uma luta para nós sermos reconhecidas como seres humanos que merecem respeito e nós ainda temos muito o que conquistar. Ou para você está tudo certo com a maneira que ainda somos tratadas nessa sociedade?

MISSÃO MADRINHA

Como o tempo passa rápido né? Parece que foi ontem que eu entrava no ensino médio, uma versão bem diferente da Luana de hoje, com receio do que viria pela frente na escola nova e a vontade de cursar Biologia. O tempo passa, os planos e sonhos mudam, vamos moldando a nossa personalidade… Mas se tem uma coisa que nos acompanha em todas as fases da nossa vida, essa coisa se chama amizade! Eu e Rebecca viramos amigas no ensino médio, de uma conversa sobre unha pulamos para uma amizade daquelas que sabemos que é para vida toda. Sabe aquele tipo de amiga que você pode não ver sempre, mas mesmo assim o sentimento não muda? Essa é a nossa amizade! Dia 03 de setembro minha madelaine, vulgo Rebecca, se casou e tive a honra de ser madrinha e presenciar um momento tão importante na sua vida. Fiz parte do comecinho de tudo lá no ensino médio, segurei muita vela para ela e pro Glauter, participei da surpresa da aliança… Posso dizer que vi de perto o amor dos dois crescer e florescer lindamente. A cerimônia foi linda e dava para ver nos olhinhos dos dois a felicidade da realização de um sonho. Como madrinha, desejo TUDO de melhor para esse casal e que cada dia da vida deles seja repleto de amor!❤

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Felicidades mil para vocês dois!🙂

O casamento foi ao entardecer, num lugar encantador, com uma cerimônia linda e uma decoração digna de contos de fada. A “operação madrinha” foi uma delícia, é gratificante demais poder estar presente nos momentos importantes para as pessoas que queremos bem, ver de pertinho um sonho se tornando realidade. Além de muita felicidade, esse dia rendeu um look madrinha e agora mostro um pouco dele por aqui:

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A cor escolhida para as madrinhas foi o azul tiffany e logo pensei em um modelo elegante e que não fosse ficar sem uso depois. É uó gastar dinheiro com um vestido que você só vai usar uma vez na vida né? Minha dica para quem vai ser madrinha ou vai em alguma festa que precise de longo é: escolha um vestido que você possa aproveitar em outras ocasiões e até mesmo modificar depois. Já tenho ideias do que fazer com o meu modelo e posto por aqui, afinal, roupa foi feita para ser usada.

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Sabia que seria difícil achar em lojas especializadas o vestido do modelo que queria e optei por mandar fazer com as mãos de fada da Cida. Escolhi um tecido levinho, fácil de adaptar em outras ocasiões e um modelo sem brilho. Brilho, bordados e detalhes demais atrapalhariam o meu foco de usá-lo em outras ocasiões… O caimento casou super bem com a fenda e as costas de fora, essa combinação deu aquele charme a mais. Um quê de “femme fatale”, nem senti falta de brilho. hahah

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Acho linda a combinação de azul tifanny com rosinha, daí a escolha da sandália e da clutch – feita por mim❤ -. Os acessórios seguiram a onda da delicadeza, brinco de pedrinhas furtacor e anéis delicados. Todo o composê da produção foi pensando para não cair naquilo de “comprei e usei uma vez só”.  A make e o cabelo ficaram por conta da minha amiga e diva das makes Kelly Abizaid. Ô mulher para arrasar viu? Sento e deixo ela fazer o que quiser, porque sei que vai sair coisa boa – tá precisando de uma make bapho para alguma ocasião? Liga no Jet Set e marca com ela –

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É muito bom participar de momentos especiais assim né? Amei tudo e amei ainda mais poder ter ao lado o meu companheiro de todas as horas – boy magia -, sendo padrinho junto comigo . Quando comemoramos a felicidade de pessoas queridas, junto de pessoas que nos fazem feliz, as coisas ficam ainda mais epeciais.  A gravata dos padrinhos combinava com a cor do vestido das madrinhas e ficou um amor. Olha só o nosso look casal fatal – hahahah-:

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Um dia lindo que vai ficar na memória. Como é bom partilhar da felicidade dos amigo… Termino o post com um apanhado de fotos do dia, porque registrar momentos felizes também é uma delícia!🙂

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5 LIVROS QUE ME AJUDARAM A ENTENDER MELHOR O FEMINISMO

Olááá! Quarta-feira é o dia que falo sobre feminismo por aqui e esses dias uma leitora me enviou um recado pedindo algumas dicas de livros sobre o assunto. Fiquei feliz demais em poder ajudar de alguma forma e de quebra surgiu a ideia para o post de hoje! Como não amar esse tipo de coisa? Então, vamos ao assunto… O feminismo não é um movimento que surgiu no século XXI como alguns imaginam, ele existe há uns 200 anos, mas foi recentemente que o assunto ganhou mais visibilidade através da internet e tem atingido cada vez mais meninas – ainda bem né?  <3  -.

 – Está embarcando nessa jornada agora e quer saber um pouco mais sobre feminismo? Só clicar aqui e ler os posts que fiz dando um pincelada histórica no movimento – 

A internet é uma grande fonte de informação sobre o assunto, comecei a entender o movimento através dos blogs e quem dera se eu tivesse conhecido o feminismo beeem antes. Os blogs, artigos e sites são uma mão na roda, mas chega uma hora que queremos expandir um pouquinho mais o conhecimento e para isso nada melhor do que os queridos livros. Compartilho então alguns livros que me ajudaram a entender melhor o feminismo e desmitificaram o movimento, moldando a feminista que sou hoje. Lembrando que o meu estudo em torno do feminismo é uma coisa de leiga, meu lema por aqui é: feminismo de amiga para amiga. Porque todo mundo precisa entender esse movimento!  Bora então para os livros que me ajudaram:

1- COMO SER MULHER – CAITILIN MORAN

Foi o primeiro livro sobre o assunto que li e que fez com que eu batesse no peito e falasse sem receio: SOU FEMINISTA. O livro fala sobre a jornada de Caitilin se descobrindo mulher e feminista, então ela narra as histórias da vida dela e sua visão sobre o movimento, com bastante sarcasmo  e sacadas maravilhosas! A leitura é leve e divertida, talvez tenha sido esse o motivo de ter mexido tanto comigo na época. Pode ser que se eu reler o livro agora, 4 anos depois, entendendo muito mais de feminismo e com as minhas próprias opiniões sobre o assunto, encontre algumas discordâncias – vou reler e ver como vai ser -. Porém o livro foi uma porta de entrada para mim e é um xodó!

2- O QUE É FEMINISMO –  BRANCA MOREIRA ALVES; JACQUELINE PITANGUY

Me ajudou DEMAIS com o TCC, foi por ele que comecei minha pesquisa e me aprofundei ainda mais no feminismo. É um livro pequeno, 77 páginas e dá uma boa visão do que é o feminismo e do papel da mulher ao longo dos séculos na sociedade. Abre bastante os olhos e em vários momentos fiquei me perguntando: “Por que não aprendi sobre isso na aula de história?”. Leitura rápida e uma boa pedida para começar a se aprofundar no movimento.

3- VOTO FEMININO E FEMINISMO – DIVA NOLF NAZARIO

Se você quiser entender um pouco mais de como foi a luta pelo direito ao voto da mulher Brasileira, essa é uma boa leitura. Acho que foi um dos livros que li, que mais mexeu comigo no quesito de querer voltar  no tempo e dar um sacode nos homens machistas. O livro é um pouco cansativo às vezes por causa da linguagem utilizada, são transcrições de artigos, cartas de leitores à jornais, cartas da própria Diva Nolf (feminista) em meados do século 1920. Mas vale a pena ler viu? Para entender um pouco a mentalidade patriarcal da época e os ABSURDOS que usavam como justificativa para nos impedir de votar. O meu exemplar é um reedição de 2009, com um “bônus” no começo e no final falando um pouco da situação da emancipação da mulher brasileira.

4- A MÍSTICA FEMININA – BETTY FRIEDAN

É um livro um tanto quanto acadêmico, mas é MARAVILHOSO. Aborda a maneira de vida da mulher americana em meados da década de 1950 e mostra o poder de manipulação da sociedade que fazia com que as mulheres acreditassem que o único modo de realização era cuidar da casa e dos filhos.  Betty Friedan faz uma análise da vida dessas mulheres e questiona: se elas eram tão realizadas, porque muitas se queixavam de um certo vazio na vida? No decorrer do livro ela aborda inúmeras outras coisas interessantes, uma delas é o tabu criado em torno da mulher feminista. A maneira como o assunto é tratado desperta muitos insights sobre como a sociedade enxerga a mulher e mesmo se tratando de um estilo de vida americano, conseguimos visualizar o que ela diz aqui no Brasil também.

5- O SEGUNDO SEXO, SIMONE DE BEAUVOIR

Não podia faltar né? Um dos livros mais importantes do movimento feminista. Confesso que ainda não terminei de ler, leio em conta gotas por ser uma leitura densa e porque quero absorver ao máximo tudo que está escrito ali. Mas as partes que li já me fizeram refletir demais acerca do que é ser mulher e de como a sociedade aborda o feminino. É um livro essencial para se aprofundar mais na questão do ser mulher em uma sociedade machista e arrancar esteriótipos do que nos fizeram acreditar que é ser mulher.

 Esses são os livros que abriram a minha mente para o movimento. Estou sempre buscando informação acerca do assunto e tenho uma listinha bem grande de livros feministas pra ler. Conforme for lendo, venho aqui falar de mais alguns! Afinal, informação nunca é demais né?😉

Quem tiver alguns para sugerir, pode me enviar nos comentários. Bora trocar figurinhas!❤